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sexta-feira, abril 02, 2010

Páscoa


Nesse clima de páscoa, me lembrei de quando era criança e sempre passávamos as páscoas em Diamantina. , procissão no domingo de Páscoa, e as ruas de pedra são pintadas com areias coloridas formando um tapete para a procissão. Este era o ponto alto da minha páscoa (e o chocolate, claro!).


Íamos sempre pelo menos eu e meu pai, mas lembro-me de um ano em que foram também minha mãe e irmã, meus avós e alguns primos. Quem me conhece a algum tempo deve ter percebido que noção é algo que sempre faltou ao meu pai. Ele é uma pessoa extremamente exagerada, principalmente quando se trata de comida. Seu lema sempre foimelhor sobrar do que faltar", o que com certeza me influenciou e fez com que eu sempre exagere nos comes quando recebo amigos.
Então estávamos , eu, minha irmã e meus primos. Para mim, que fui criada em apartamento e nunca pude brincar na rua, nem andar pelas ruas sozinha, Diamantina era um universo paralelo. , eu podia sair de casa sozinha quando bem entendesse, eu conhecia os arredores de casa melhor que a palma da minha mão, conhecia filhos e netos de amigos do meu pai com quem podia brincar. É engraçado perceber que hoje não lembro mais de nenhum dos nomes dessas pessoas, apesar de ainda lembrar-me das fachadas de suas casas. E eu, como sempre divagando em outra direção. O assunto, era aquela páscoa.
Brincamos muito, corremos pela cidade, assistimos a partida da procissão da paixão de Cristo na sexta, com os homens vestidos de soldados romanos levando o Cristo para a cruz que em seu trajeto passavam ao lado da nossa casa. A lembrança dos passos ritmados com as lanças batendo nas ruas de pedras ainda durará um bom tempo em minha memória. Por algum motivo nunca seguimos a procissão, apesar da minha curiosidade de saber o lugar do seu final... A procissão da sexta era uma procissão triste, fúnebre, que levava o Cristo para a morte e ela despertava em mim um certo medo, mesmo que eu soubesse que era apenas uma encenação. Era a encenação de algo triste e trágico, e isso me afetava um pouco.
vinha o sábado com mais brincadeiras e comidas e logo a tristeza da sexta era esquecida. E começava a antecipação pelo domingo. O dia de brincar com as areias coloridas e o dia do CHOCOLATE!!!! Ainda lembro do Xadrez usado para colorir a areia. A pintura começava cedo na manhã de domingo, e se bem me recordo, a procissão passava pela hora do almoço. Neste domingo em especial, voltamos para casa com as mãos (e as roupas) todas manchadas, as mão pretas pela mistura das diferentes cores, prontos para almoçar e ganhar nossos ovos.
Como eu disse, falta muitas vezes falta bom senso ao meu pai, e para cinco crianças, ele simplesmente entregou uma caixa de ovos de páscoa, provavelmente de uns 300g cada um. Ele entregou-nos a caixa de ovos fechada, sem qualquer instrução de que deveríamos guardar os ovos nem comê-los aos poucos. Então, nós devoramos todos aqueles ovos no intervalo entre o almoço e a hora de voltar para Belo Horizonte, o que não deve ter sido muito mais que uma hora.
vem a lembrança mais forte que guardo dessa viagem, os dois carros em comboio voltando para casa cheios de crianças passando mal, com dor de barriga, e a necessidade de diversas paradas para irmos ao banheiro neste trajeto. E é claro que chegando em casa e ganhando ovos de páscoa de outros tios, logo esqueci desse acidente e os devorei sem demora.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Terça-feira que vem vou a Buenos Aires. Fico três dias por lá e volto para BH, onde fico até dia 26, por que dia 27 é o casamento da Lica. Mais uma chance para quem não me viu em dezembro, ou quem me viu, mas quer ver de novo.


Meu passaporte velho foi encontrado. Meu pai anda querendo viajar e para quem já tirou passaporte fazer um novo sem apresentar o antigo tem que pagar a taxa em dobro. O meu já está vencido há uns quatro ou cinco anos, suponho eu. E nele uma boa descoberta: eu ainda tenho visto válido pros EUA até julho do ano que vem. Tirei meu visto para passar uns dias em Oconto (ou no fim do mundo, se preferirem) em 98, quando o marido de uma prima minha trabalhava lá e eu fui levada junto quando ela foi visitá-lo. Naquela época os EUA andavam concedendo vistos com maior facilidade, tanto que o meu tem duração de dez anos. Essa foi minha última viagem internacional e o passaporte até se perdeu. Eu agora queria aparecer por lá só por que as minhas chances de conceguir um visto hoje são pequenas. Já concluí uma faculdade, sou solteira e não tenho vínculo empregatício. O tipo de pessoa que na opinião deles não tem motivo para voltar para o Brasil. Só me falta ter dinheiro para ir pra lá. E um novo passaporte, claro.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Retrospectiva 2006

Bem, o que dizer de 2006? Foi um ano de catar os cacos de uma vida e tentar colar. Foi um ano de grandes mudanças, de me adaptar a São Paulo, a uma nova faculdade, a novas pessoas, a uma nova vida.

Trabalhar com meu pai foi uma tentativa frustrada. Devinitivamente, para mim, família e serviço devem ficar bem separadas uma o do outro. Começar uma nova faculdade foi bom, mas um pouco assustador. Tudo muito diferente. Tudo muito teórico, hipotético, intepretativo. Que falta das minhas aulas práticas e do bom e velho método científico que era uma espécie de porto seguro! Talvez por isso eu goste tanto de Linguística...

Conhecer novas pessoas. Superar o meu medo de gente desconhecida. Meu desejo de ficar quieta no meu canto sem falar com ninguém. Fechada sozinha no meu mundo. Mas eu abri as portas e deixei novas pessoas entrarem na minha vida. E outras saírem. Mas percebi que as pessoas que importam continuam ali, não importam a distância nem as portas abertas.

Trabalho demais, estudo demais, mudanças demais, stress, feridas abertas. Tudo se acumulando para baixar minha resistência e me botar no hospital. Susto. Medo. Recomeço. Pegar mais leve em tudo.

Muitas festas. Novos lugares para sair. Bar do Brunão.Outs. Vegas. Funhouse. Aniversários no The Clock. Meninas Pollyanas. Noites terminadas no Joakin's ou no Black Dog. Saudade dos lugares já conhecidos. Campeonato de Surfe. Amigos dançando ballet e tango na Obra. Olha o caldo! Inferno no BIFE. Mas a companhia foi legal.

Noites e noites varadas na minha sala de televisão vendo filmes com o Alek. Grupos de estudos de Clássicos, IELP, Linguística. Talk Shows. Professores abduzidos ou desaparecidos. Ãhn... É... Ahhh... E alguém sempre desenhando nos meus cadernos.

Festa de formatura da Dé. Perceber que mesmo tendo passado quase um ano sem nos falarmos direito eu ainda fui capaz de escolher o presente perfeito.

Dé em São Paulo. Muitos shows. Taissa em São Paulo. Mc em São Paulo. Saudade. Cirque de Soleil com o Krishna. Terça Insana. Tudo muito digno.

Mais um carnaval em Diamantina. O pé torcido da Bia. A caminhada até o hospital e a tarde perdida à espera do técnico do Rx. Uma nova grande amiga e confidente.

É, pensando bem, até que foi um ano bem bom comparado com o anterior. Gostei da faculdade, fiz novas amizades verdadeiras e aproveitei bastante. Acho que só faltou ir um pouco mais ao cinema. Agora, alguém tem um quartinho de Lexotan pra me dar? (Se o Youtube estivesse funcionando eu colocava link pra quem não entendeu, mas como até isso a Cica f#deu...)

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Fim de ano

Bem, estou de volta de BH. Foi uma estada bastante divertida, consegui encontrar muitos amigos e não consegui encontrar outros. Mas foi tudo tão corrido que também não me esforcei muito para isso. Acabei encontrando só quem me ligou, propôs programas, etc. Até por que eu nem sei se ainda conheço a "vida noturna" de lá.

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A formatura da Dé foi ótima, apesar do fim um pouco tragicômico. Enquanto fui cuidar de A. que estava passando mal, minha bolsa com dinheiro e máquina fotográfica desapareceu. Contamos com ajuda de L. que nos emprestou o dinheiro do táxi para voltarmos para casa. Fomos até a casa de A. e ela ligou para cancelar o cartão de banco que estava na minha finada bolsa de festas recém comprada. Como a casa de A. fica a poucos quarteirões da casa da minha avó, voltei de lá para casa à pé. Isso já era domingo de manhã, meus pés doíam tanto que acabei tirando minhas sandálias e descendo descalça a Av. Afonso Penna. Cheguei à casa da minha vó com a rua já cheia de gente fazendo suas compras na Feira Hippie. Por desencargo de consiência mandei uma msg para o celular de D. perguntando sobre minha bolsa. Dormi, acabada que eu estava. Quando acordei descobri que D. não me encontrou quando foi embora e levou consigo a bolsa, temendo que alguém roubasse.

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Voltei para casa sem ir à Obra, o que me entristeceu um pouco. Pelo menos conheci a Mary in Hell. Lugarzinho estranho, metido a moderno, um povinho também estranho, música mais ou menos, buracos no chão (claro que eu tropecei num deles), mas a companhia foi boa e Mc e eu estávamos frenéticas. O melhor foi o banheiro, cheio de pixações. A maioria era de nomes de bandas indies, algumas até traduzidas, mas no meio disso tudo, um "Seja vegetariano". Eu não tenho nada contra os vegetarianos, fique isso bem claro, apesar de gostar muito de um bom churrasco. O que aconteceu foi que me surpreendi com a frase, que não tinha da a ver com as outras, e li em voz alta para Mc, que respondeu: "Seja vegetariano por que???? O ser humano é onívoro!" e riu. Nisso, uma menina que estava na fila do banheiro ao nosso lado começou a ohar para nós com cara feia, tipo, que absurdo, elas comem carne! Tão tá então, né.

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Ah, pelo menos consegui pedir meu diploma. Agora é só esperar de 10 a 12 meses para ver se ficou pronto.

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Dei sorte. Nem meu avião da ida nem o da volta atrasaram muito. Meia hora, no máximo.
Cheguei morta de cansaço na quinta. Sexta queria ir no show dos Faichecleres, mas acabei indo com o Dani para o Outs, onde o Fer e a Deh iam dicotecar e encontramos por acaso com a dupla dinâmica Talita e Thalita. Muito divertido.
Ah e teve show do Supla lá também. Pelo menos dessa vez ele não estava com uma calça de couro justa com pneus pulando pra fora como quando o vi em BH. Pelo menos o cara é um showman.

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Não gosto muito de datas comerciais, mas o Natal não deixa de ser uma oportunidade para lembrar das pessoas que são importantes para nós. Deixo então um Feliz Natal para todos vocês!

terça-feira, dezembro 05, 2006

A quem possa interessar

Se os controladores de vôo assim permitirem, amanhã por volta das nove da manhã chegarei nas terras de Belo Horizonte, podendo ser localizada no no. (31)9195-9916.

segunda-feira, abril 17, 2006

Amei minha passagem relâmpago por BH... já estou pensando na próxima.

Vocês não têm idéia do quanto eu sinto falta de sentar num buteco a lá Tudão e Baiana por aqui.
Surfar nA Obra foi divertidíssimo. Olha o caldo!
É claro que ter amigos que até dançaram balé ao som de surf music também colaborou muito.
Fiquei tontinha. O pior é que nem foi culpa da tequila, foi do Magrão mesmo. E de todo mundo que se emolgou com a brincadeira de me girar.
Pro almoço super saldável no Eddie's ficar completo faltou o mikshake, mas pra isso fatou estômago.
Muita conversa jogada fora. Muita saudade de quem ficou por aí.
Ah! E até enfermeira eu banquei! Viajo praí pra ter que cuidar de amigo doente, vê se pode!

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Estou perdida!!!!! A professora que sofre de amnésia, depois de uma semana e meia sem dar aula, acertou o meu nome na primeira tentativa!!!! Agora toda aula ela vai querer fazer perguntas para mim. O pior é que ela deve achar que eu sou expert na matéria dela, só por que eu consigo fazer comentários na hora certa... Se começar a me perguntar o que bem entender vai ver que eu não sei é nada!

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O professor de linguística, depois dos prolegômenos, está ensinando semiótica e disse que seus exemplos sempre são de Star Wars. Ouvi alguém comentando que ele deve ser fanático pelo filme. Bom, ele só falou do filme duas vezes e nem sabia que o planeta em que o Luke vivia no começo da história era Tatooine!!!! Como assim! Isso é informação básica!!!! Perdeu muitos pontos comigo (como se isso ainda fosse possível)...

segunda-feira, abril 10, 2006

Agora é oficial

Passagens compradas. Ida: 13 de abril de 2006. Partida: 22:40 de Congonhas e chegada em Confins à 01:10 do dia 14.

Encontro vocês em qualquer balada ou mesa de bar.

Vamos surfar?

Preciso tomar milkshake no Eddie.

Alguma outra ideia? Estou aberta a sugestões.

sábado, março 04, 2006

Fui ao delírio no show do U2. "Ontem nós tocamos ao vivo para todo o Brasil. Hoje vamos fazer nossa festinha particular" Bono Vox, em português.

No carnaval, eu me acabei. Me diverti horrores. Matei a saudade da Mc e da Ju. Estraguei a Bia. E bebi muuuuuuuito. Ops... acho que não devia ter contado isso! Bem, já era.

A faculdade ainda não começou de verdade, só segunda. Vai ser estranho fazer parte de uma turma de mais de 400 pessoas. Só dez vezes mais que a minha da biologia...

Agora eu acho que estou fechada para balanço.

sábado, dezembro 03, 2005

Depois de chegar em casa e arrumar minha mala para pegar o avião pra Bh às 7:30. pra chegar à tempo de fazer Federal À tarde, só tenho duas coisas a dizer: Foi sem noção! e Eu quero mais!!!!!

quinta-feira, agosto 11, 2005

Tequila!!!


Precisa falar mais alguma coisa?

quinta-feira, agosto 04, 2005

What just happened?

Bem, eu ainda estava em São Paulo quando comentei alguma coisa com o meu pai sobre hoje ser aniversário da Luiza e ela comemorar amanhã. E o Pãozinho tinha me falado que tava pensando em comemorar o dele no domingo, com churrasco.
Mas eu ainda estava lá. E eu acabei de voltar (faz só uma semana que eu voltei!). E apesar de ter muita vontade de ir (até porque a Dé vai pra lá amanhã), o preço da passagem me fez desistir da idéia.
Então, hoje, onze horas da noite toca o telefone da minha casa.

Eu- Alo?
Meu pai - Bá?
Eu - Ei pai!
Meu pai - Você ainda quer vir pra São Paulo?
Eu - O que?
Meu pai - Vir pra São Paulo. Amanhã.
Eu - Amanhã... não tá meio em cima da hora não?
Meu pai - Vou comprar passagem amanhã de manhã e te ligo para avisar o horário.
Eu - (ainda sem reação) Tá...


Então, amanhã, em algum horário, estarei em São Paulo...

Uma foto de São Paulo


Logo que a gente entrou no Maewa.
Luiza, Eu, Paulinho, Larissa e Bia. O Miguel só chegou mais tarde.
Parabéns pra Lú que hoje é aniversário dela.

segunda-feira, julho 25, 2005

Diário de Viagem - Primeira Parte

Quinta-Feira
O mundo é muito pequeno mesmo. Eu estava passeando pela Liberdade e comprei um abajur muito lindo de madeira com papel vegetal, bem coisa de japonês mesmo. Aí eu pedi "Embrulha bem por que eu vou levar isso pra BH e não quero correr o risco de estragar." Não é que o dono da loja vira pra mim e fala que já morou em BH, que era dono da CHEN?
À noite a Lu me levou para um Pub irlandês muito legal com duas amigas baianas dela. E a bandinha que tocou era muito boa (mas não me perguntem o nome).
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Sexta-Feira
Depois de uma passada no escritório do meu pai, fui fingir que tenho dinheiro e passear pela Oscar Freire. Miraculosamente eu até consegui me conter e não tomar sorvete na Hagen Das.
De noite, Maeva com a Lu, Larissa, Bia, Paulinho e Miguel. Dancei demais, não lembrava que boate podia ser divertido... pelo menos as de SP...
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Sábado
Fui pra Campos do Jordão com meu pai. A cidade é linda, pena que não tava muito frio. Comprei um bocado de blusas lindas e nós ainda conseguimos encontrar os padrinhos da minha irmã acidentalmente. Mas o mais engraçado fomos eu e meu pai perdidos sem conseguir achar a pousada. O que eu posso fazer se eu falava pro meu pai pra que lado era e meu pai teimava e me mandava ir para outo lado. Chegou num ponto que eu já não fazia mais a menor idéia de onde estávamos. Depois disso eu parei de dar ouvidos a ele e nós não nos perdemos mais.
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Domingo
Depois que eu voltei de Campos a Lica me levou numa peregrinação. Acho que poucas vezes fui para tantos lugares diferentes numa única noite. Entrar e sair do Iguatemi em menos de 15 minutos, jantar, passar na casa do Mourão, Pão de Açúcar pra comprar cerveja (e umas ices pra mim), casa do Malta e Empanada. Ufa! Maratona total!

Mais estranha que a sua simpatia  © Blogger template por Emporium Digital 2008

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