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segunda-feira, julho 26, 2010

E aí que você passa a sua vida sofrendo com a imagem que você vê no espelho, enxergando cada detalhe como se fosse algo gigantesco, capaz de te transformar no corcunda de Notre Dame ou no monstro do Lago Ness (Nessie, para os íntimos). Foram anos de dietas, exercícios, cortes e tratamentos de cabelo, tentando esconder as imperfeições, porque tudo o que você consegue enxergar é isso, que você não é perfeita. E o mundo parece cobrar de você a perfeição. Ou pelo menos é isso que você acha que o mundo espera de você.
As pessoas tentam te consolar, te dizer que você é sim bonita, e você tenta se convencer de que você pode não ser uma das modelos da Victoria's Secret, mas pelo menos você tem personalidade, e as pessoas dizem que personalidade é o mais importante, afinal, se não fosse, não haveria tanta gente tão mais feia que você que nunca fica sozinha. Ah, mas você é muito seletiva, exigente, dizem. Só que você sabe que a verdade é que não tem tanta gente assim correndo atrás de você e que não dá para escolher quando não se tem opções.

Aí um dia você se toca que se personalidade é o mais importante e você continua sozinha, seu problema não é nem nunca foi falta de beleza. Seu problema é a sua personalidade. E agora?

terça-feira, julho 20, 2010

Chegou a mim várias vezes pelo Twitter o link para o tal blog da menina vegetariana/vegana/whatever que escreveu que acha um absurdo os projetos de moradia popular no centro de São Paulo, porque, segundo ela, vão encher o centro da cidade de nordestinos e isso vai deteriorar ainda mais o centro, pois são os nordestinos que sujam e picham a cidade, já que não sentem uma ligação forte a São Paulo, que não é sua cidade natal.

Aí surgiu uma galera para trollar os comentários do blog dela e ela acabou apagando o post, mas as pessoas ainda se sentiram espertas por encontrar os caches do post, não permitindo que ela escondesse sua opinião polêmica.

Claro que o que a menina escreveu foi ridículo. Ela assumiu que moradia popular é para pobre, pobre em São Paulo é nordestino, bairros onde moram os nordestinos pobres são feios e sujos, logo, moradias populares no centro da cidade vão deteriorar ainda mais a região. Ela assumiu que os pobres são nordestinos pelo senso comum de que nordestinos vão para lá para tentar uma vida melhor, o que tem lá sua verdade, já que são essas pessoas que fazem os trabalhos mal pagos e pouco valorizados em muitos casos.Só que aí ela fala que bairros de nordestinos são feios e mal cuidados porque eles não têm pudor de sujar a cidade. Claro. Só pobre suja a cidade, nunca se viu um carro de luxo abrir a janela para jogar lixo na rua. E a sujeira e a falta de cuidado não têm nada a ver com uma preocupação menor do município com a limpeza e manutenção urbana naquelas regiões.

Não param por aí as críticas à opinião da moça, mas não foi criticar e argumentar que as pessoas foram fazer nos comentários do blog, elas foram xingar. Até de mal comida ela foi chamada. Longe de mim querer defender as opiniões xenofóbicas de uma vegetariana hipócrita, o tipo de pessoa que gosta de pregar a igualdade entre as espécies, mas acha que alguns seres humanos são melhores que outros. Mas ela tem o direito de ter sua opinião e de expressá-la. Ela simplesmente falou que estava insatisfeita com uma política pública, assim como um milhão de pessoas faz a respeito de outras políticas. Ela não incitou ações contra o projeto, nem violência contra os nordestinos e ainda tentou amenizar sua opinião dizendo que eles sujam a cidade não porque são porcos sem educação, mas por que não consideram São Paulo sua casae que talvez ela mesma, na cidade dos outros tivesse o mesmo comportamento. Se há quem tenha o direito de propor aquela coisa ridícula do São Paulo para os paulistas, a menina tem o direito de falar que queria o centro de São Paulo para os paulistas e os nordestinos nas periferias, até por que levar os pobres para a periferia, numa tentativa de esconder a pobreza, mantendo a fora da vista da elite é uma prática comum da administração pública.

Mas a internet adora criticar. Ao invés de cuidarem das suas próprias vidas, as pessoas preferem sentar à frente de seus computadores e xingar. Com a vantagem de que na internet você pode xingar sem ter que aguentar a reação da pessoa, você pode entrar no blog, deixar um comentário anônimo e nunca mais voltar lá para saber se recebeu uma resposta e caso a tenha recebido, qual foi.

Divirtam-se trolls, já tenho problemas demais no mundo real pra ficar me preocupando com bullys virtuais.

terça-feira, junho 29, 2010

O cinema e a vida

Eu cresci com a televisão como principal companhia. Meu pai passava a maior parte da semana fora, enquanto minha mãe passava os dias (e noites) no trabalho. Minha irmã é quase quatro anos mais nova que eu, então levou um tempo até que pudéssemos brincar juntas, até por que, nem sempre estudamos no mesmo horário, e mesmo quando estávamos juntas em casa, nossas personalidades eram distintas o suficiente para brigarmos a quase todo o tempo. Me restava então a televisão.

E eu assisti muita televisão na minha vida. Assisto até hoje. Seriados e filmes sempre foram os meus preferidos, apesar de ter gostado de algumas novelas, como Vamp e Que rei sou eu? quando era mais nova. Passei várias manhãs na casa dos meus avós, assistindo desenhos animados e filmes e séries de ficção científica com meu avô...

Talvez pelo excesso de filmes que já assisti, eu desenvolvi uma capacidade acima da média de prever o desenrolar das tramas. Claro que há tramas extremamente previsíveis, como costuma ser o caso de quase todas as comédias românticas, mas mesmo os mistérios e suspenses eu costumo desvendar antes da hora. O mais comum é que eu faça um comentário jocoso durante o filme, prevendo o que eu consideraria o final mais sacado de todos, do tipo, "ai, só falta eles estarem mortos e os fantasmas serem os vivos" enquanto assistia "Os outros" (sim, foi isso que aconteceu).

Também já me aconteceu por exemplo de um belo dia assistir um capítulo de Malhação (dá até vergonha admitir uma coisa dessas!) com uma amiga. Eu não conhecia os personagens nem sabia nada da trama até aquele ponto, mas aí o personagem que fazia o mauzinho daquela fase (não dá pra chamar um personagem de malhação de vilão, né) tinha descoberto que o bonzinho que era o seu maior inimigo e rival pelo amor da mocinha era seu meio irmão. Mais clichê impossível. Aí naquele dia o irmão malvado adoecia, tinha uma gripe, eu acho. E eu virei pra minha amiga e falei:
- Nossa! O mauzinho tá com leucemia?
E ela ficou me olhando com aquela cara de -Q?, enquanto eu continuava:
- Ué, não tá? Porque ele tá doente, ele tem um meio irmão, é óbvio que vão colocar que ele tem leucemia e que o meio irmão vai ser a única pessoa compatível, aí o meio irmão, como é bonzinho doa a medula pra ele, os dois viram amigos e o mauzinho se redime.
E nisso a menina já tava me achando doida:
- Babi, acho que sua imaginação tá fértil demais. É claro que no fim o mauzinho vai fazer as pazes com o bonzinho e virar bonzinho também, mas agora ele só tá com uma gripe.
Passaram-se meses e minha amiga veio me contar que a história tinha se desenrolado exatamente como eu tinha previsto.

Essa não foi a primeira nem a última vez que isso me aconteceu. Não acho que seja um talento especial saber quem é o vilão antes do fim do filme, ou o rumo que um seriado vai tomar ainda nos primeiros episódios, na verdade isso tira boa parte da graça das coisas, mas eu escrevi tudo isso pra chegar à isso: eu acabo olhando para a vida como se ela também fosse um filme, e acabo me relegando à posição de expectadora ao invés de agente. Eu tendo a achar que sei exatamente como cada possibilidade da minha história vai acabar, e ao invés de me jogar e viver para descobrir o final, eu deixo de fazer as coisas com medo do final que a minha lógica consegue prever ao invés de deixar a vida me surpreender. Eu me preocupo tanto com o final das coisas, que esqueço de viver o presente.

quinta-feira, junho 24, 2010

Sem notícias de Deus

Eu às vezes começo a ter diálogos internos comigo mesma e como as respostas não estavam me ajudando muito, lembrei me de que tenho um blog e resolvi tentar escrever e organizar as ideias.

Eu tenho percebido um aumento no número de pessoas no meu círculo de amigos e conhecidos que não acreditam em em Deus. É claro que isso pode ter a ver, em parte, com o fato de que eu estudei a maior parte da minha vida em escolas católicas, e que até uma certa idade (senão pela vida toda), os filhos simplesmente adotam a religião dos pais, sem refletir muito a esse respeito. É meio como se já que meus pais são católicos, eu tivesse necessariamente que ser católica também. Pelo menos foi por isso que eu fui católica por boa parte da minha vida até aqui. O que é uma mentira, por que na verdade meu pai sempre se disse ateu, e minha mãe, apesar de vir de uma família católica, desde que eu me entendo por gente só frequentou a igreja em casamentos, batizados, crismas e primeiras eucaristias. Outro dia ouvi-a dizer pela primeira vez que ela é ateia. É engraçado, mas me senti mais próxima dela naquele momento.

Mas não era esse o meu assunto, o que me intriga na observação de que eu conheço mais ateus hoje do que conhecia uns anos atrás, não é só o fato de que muitos ateus estão "saindo do armário", mas sim que ao mesmo tempo em que reivindicam seus direitos, já que liberdade religiosa deve significar também ser livre para não praticar qualquer religião, há um aumento na intolerância dos ateus com os que acreditam em Deus. Muitos dos textos que eu leio web afora, muitas das charges e quadrinhos, além do que já ouvi em muitas conversas por aí tentam desmerecer as pessoas que têm uma fé, como se isso as tornasse inferiores. Exatamente o comportamento que reclamam sofrer quando se deparam com algum fiel fervoroso. Reclamam dos que ficam tentando convertê-los, mas têm dificuldade para aceitar a fé do outro, e sentem necessidade de tentar provar que Deus não existe. Como se ter uma religião tornasse a pessoa pior.

A impressão que eu tenho é que os ateus comportam-se cada vez mais como aqueles crentes chatos que ficam tentando te convencer de que a igreja deles é a certa, e que não basta acreditar em Deus, se você não seguir a versão certa de suas regras. Há uma necessidade de se mostrar ateu e de diminuir a religião do outro, usar da lógica para mostrar que a existência de Deus, se não impossível, é muito pouco provável, e quando isso não funciona (e deve funcionar pouquíssimo, já que fé independe da lógica e da razão), começam a querer mostrar tudo o que já foi feito de errado no mundo em nome da religião, como se isso fosse causar uma culpa e uma conversão no interlocutor.

Esse comportamento para mim é difícil de entender, talvez porque eu, mesmo quando era católica, sempre tive uma visão de que todas as religiões falavam de um mesmo Deus e que diferiam apenas na maneira de vê-lo e adorá-lo, e que nenhuma maneira poderia ser mais certa que a outra, por que era inadmissível que as pessoas pudesse ir para o inferno simplesmente por que comeu carne de porco, misturou leite com carne, deixou de rezar virado para Meca, ou recebeu a comunhão ao menos uma vez no ano. As diferentes religiões sempre me interessaram muito. Sempre tive uma imensa curiosidade. Ainda me lembro de quando na minha escola em São Paulo, conheci uma menina e sei lá por que motivo falamos de religião e ela me disse que era judia. Eu não fazia a menor ideia do que significava ser judeu, e aquilo causou em mim uma curiosidade enorme. Ah, o assunto deve ter surgido por que ela deve ter faltado à aula no dia dos perdões, havia muitos judeus na escola e eles desapareciam nesse dia. Essa escola foi a única escola não-católica em que eu estudei, e mesmo assim, foi oferecido um catecismo para quem desejasse fazer a primeira comunhão. A minha foi no dia do meu aniversário...

Quando eu soube do dia dos perdões, aquilo me pareceu algo muito legal num primeiro momento, afinal, significava faltar à aula. Mas aí me disseram que não podia fazer nada no dia dos perdões, não podia comer, não podia brincar, não podia ver tv... e a minha grande dúvida passou a ser o que as pessoas fazem então no dia dos perdões? Ficam deitadas olhando pro teto ou sentadas olhando pra parede? Se não pode fazer nada, será que pode conversar? Afinal de contas conversar é fazer alguma coisa!

Eu também conhecia os mitos greco-romanos, e tentava imaginar como devia ser viver num mundo em que aqueles deuses eram tão reais como o Deus judaico-cristão. As pessoas iam aos templos em busca de respostas, faziam rituais e oferendas pedindo perdão por ter ofendido algum deus ou pedindo a sua graça. As lendas indígenas eu já conhecia há mais tempo, lideradas por Tupã. Depois eu descobri o panteão nórdico, Thor, Odin, Freya... E os egípcios com suas esfinges e pirâmides e deuses com corpo de homem e cabeça de animal? Na adolescência desenvolvi um fascínio pela Wicca, comprei vários livros, apesar de nunca ter acreditado realmente nisso. A Wicca e o neo-paganismo fizeram com que eu me interessasse pelos celtas. Tudo para mim sempre foi interessante. O induísmo, o budismo... eu nunca tinha conhecido um muçulmano, até conhecer a Merve, em Berlim, e eu tinha que me segurar para não perguntar demais sobre a religião dela, com medo de parecer preconceituosa, meu interesse era mera curiosidade, por que não dá para comparar o que se lê sobre uma religião com o que as pessoas realmente acreditam e fazem.

Tudo bem que os fanáticos e fervorosos são um saco, mas aí o problema está na pessoa, não na religião, por que a maioria das religiões surgem da necessidade do homem de explicar o mundo, e trazem consigo um conjunto de diretrizes comportamentais, conforme a necessidade de cada sociedade. O que acontece é que alguns grupos dentro de cada religião são mais conservadores e continuam tentando aplicar hoje, regras de conduta escritas séculos atrás. Mas não se pode julgar todos os membros de uma religião pelo que fazem alguns. Generalizações são más ;)

quinta-feira, abril 30, 2009

Eu já disse que não tenho vícios!

“I prefer an interesting vice to a virtue that bores” Moliere


    Vícios? Não, eu não tenho nenhum. Não uso drogas. Não gosto dessas coisas. Não preciso disso para me divertir. E só bebo socialmente. E daí que às vezes bebo um pouco além da conta? Isso é normal, todo mundo faz... não é como se eu bebesse todo dia e bebesse uma garrafa inteira de vodka sem perceber se colocassem na minha frente. Vodka não é chocolate, afinal de contas. Chocolate sim, eu como uma barra inteira sem perceber se colocam na minha frente. Mas nem isso eu faço sempre, assim, tá, eu como chocolate quase todo dia, mas chocolate não é droga, não vicia, né... e não é como se eu tivesse síndrome de abstinência quando passo um ou dois dias sem comer chocolate... e daí que eu fico um pouco mau-humorada? Sim, chocolate melhora meu humor, mas é só por que a vida é muito mais interessante com chocolate.. essa conversa está me lembrando que eu não como chocolate há três dias já... viu como não é um vício? Três dias sem chocolate. Três dias sem chocolate? Chocolate... chocolate.. chocolate... onde será que eu consigo comprar chocolate essa hora? Vou ter que sair para procurar... é rapidinho e eu já volto.

quarta-feira, abril 29, 2009

Eu sou famosa porque...

Famosa? Eu? Ainda deve ter pessoas se perguntando por que tiraram foto de mim entrando no HSBC Belas Artes dois anos atrás, por que de famosa eu não tenho nada.

Bom, talvez a Dé diga que minhas trufas ou minha memória de elefante me fazem famosa. Outros se assustam com o quanto eu sou nerd, um amigo outro dia disse que eu sou a única pessoa que ele conhece que ainda joga rpg fora de um computador. Se perguntarem aos meus amigos da Letras a resposta provavelmente seria que eu sou famosa pelo meu desprezo pela humanidade e mau-humor eterno. Mas eu digo que é tudo intriga da oposição.

terça-feira, abril 28, 2009

Does it offend you, yeah?

Pessoas que se ofendem com tudo
Por que as pessoas acham que têm o direito de fazer e falar o lhes dá na telha sem que ninguém tenha o direito de achar ruim, mas ai dos outros, se fizerem a mesma coisa.


Fanáticos
Não importa se são fanáticos religiosos, se são fanáticos por uma banda, por um time de futebol, por um filme. Essas pessoas sempre querem te convencer de que estão certos e que eu estou errada por não acreditar/gostar da mesma coisa.




segunda-feira, abril 27, 2009

Como eu cheguei até aqui? Onde é que eu estou mesmo?

Um dia uma menina nasceu. Ela descobriu que sua mãe gravava os filmes que passavam na televisão para assistir depois. Encontrou Guerra nas Estrelas, ET, Annie, A noviça rebelde, Mary Poppins... estes foram seus grandes companheiros até que aprendesse a ler, depois, tiveram de dividir a atenção da menina com os livros. Entre filmes, livros e revistas em quadrinhos ela foi crescendo. Descobriu o RPG e o indie pop sueco. E aprendeu a falar alemão e descobriu que Berlim é a melhor cidade do mundo. Num piscar de olhos a menina se transformou em mulher, e a transformação foi tão rápida, que ela não se adaptou e vaga por aí à procura da menina que se perdeu.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Sim, eu gosto de ouvir rock novo, gosto de indie pop sueco, gosto de Joy Division, Pixies, Jesus and Mary Chain e quase todas essas bandas que parecem ser obrigação de quem frequenta esse mundinho indie rocker/moderninho/alternativo/cool gostar. E como para me tirar de casa, o convite precisa ser para um lugar de cuja música eu goste, acabo freqüentando esse meio. A ceninha. Mas isso me cansa. Confundir gosto musical com identidade. O culto ao underground e a rejeição a tudo o que é mainstream, não importando suas qualidades. A mania de Mallu Magalhães. Só por que é uma adolescente que tem um bom gosto musical? Nem dar entrevista direito ela sabe. Tem todo jeito de criança. Suas composições são legaizinhas, mas só. Existe mais no mundo além disso!

Também tem o mundinho Letras USP. Tenho ótimos amigos, mas tem hora que a crocância (ou o pedantismo) cansa a minha beleza. E a minha beleza já é pouca, não dá pra ficar cansando assim, tão à toa. E toda a conversa gay. Não tenho preconceitos, até banco cupido de vez em quando, mas me dá licença, eu sou hétero. É no mínimo frustrante nem procurar pessoas interessantes, por que você já parte do princípio de que a pessoa gosta do mesmo que você.

Aí por um acidente de percurso eu me inscrevi nas aulas de rockabilly. Sempre gostei desse tipo de música, mas nunca tive muita coordenação para dançar. Acabou que o acidente de percurso passou, mas fiz as aulas assim mesmo. E isso me fez bem. Gente diferente. Gente que se bobear nunca ouviu falar de Klaxons, MGMT, nem qualquer banda do Tim Festival e cujo único interesse no Terra era o Offspring (tá, isso vale para amigos antigos, mas que estão distantes...). Gente que não tá nem aí pro fato de que Antônio Candido não fala do barroco na sua 'História da Literatura Brasileira'. Porque ficar falando enquanto você dança só atrapalha a respiração e faz cansar mais rápido, não é preciso ficar o tempo todo reafirmando sua personalidade através de opiniões com as referências mais obscuras possíveis para as pessoas te acharem mais legal. Você só precisa dançar. Esse final de semana foi a nossa rave-a-billy. E dançamos todos até faltarem forças para nos mantermos em pé. E todo o suor, todo o cansaço, toda a fadiga muscular, toda a dor valeram a pena. Hoje, estou uma nova pessoa.

terça-feira, novembro 11, 2008

Podem me chamar de ingênua, mas nesse mundo corrompido, eu ainda tenho princípios. Eu acredito que não é por que todo mundo faz errado, que eu também devo fazer. Eu acredito que se me incomoda a corrupção dos políticos e empresários, eu não posso ser corrupta. Se a poluição me incomoda, eu no mínimo, tenho que jogar o meu lixo no lugar certo, não largá-lo nas mesas nem pelo chão. Eu acredito que se o barulho me incomodaria, atrapalharia meu sono ou minhas aulas, é melhor tomar cuidado para que ele não incomode os outros. Eu acredito que se for para um dia mudar o mundo, tenho que começar sendo eu a mudança que eu quero ver nele. Eu acredito que nem todo fim justifica os meios, principalmente se esses meios traírem aquilo em que eu acredito.

Mais uma vez, eu acabei aceitando entrar para uma chapa e concorrer à próxima gestão do Centro Acadêmico, mas eu avisei que só entraria se fosse para jogar limpo. Ok. Aí hoje aparece gente que nem é da chapa com idéias mirabolantes, idiotas e ultrajantes de campanha. Coisa ofensiva. Coisa que se me entregassem, serviria para garantir que eu votaria em qualquer chapa, menos na que fez uma coisa daquela. E quando eu me revoltei, me exaltei, fiquei enojada mesmo, falaram que sem fazer uma coisa dessas, não vamos ganhar. Eu prefiro não ganhar. Eu prefiro perder sabendo que fui fiel às minhas idéias, a me sujar de merda para ganhar. Se é para ser igual a quem está lá, que continuem eles que já estão acostumados com a imundíce. Eu continuo com a minha integridade.

sexta-feira, outubro 24, 2008

TPM

Eu tenho fama de mau-humorada, de não gostar de ninguém, desprezar todo mundo, é até piada interna na turma da faculdade dizer que "Babi te despreza". Tudo bem, eu sou do tipo paciência zero e dou respostas atravessadas mesmo, não consigo disfarçar se não gosto de alguém (na verdade, nem tento mais). Gosto de poucas pessoas mesmo, prefiro qualidade à quantidade. Mas a verdade é que apesar disso, eu meio que tenho uma necessidade compulsiva de ajudar as pessoas e uma incapacidade de dizer não. Eu nem preciso gostar muito de uma pessoa para dizer sim para quase todo pedido de ajuda, isso se não for eu quem se oferece para ajudar.

Mas aí hoje, eu estou numa tpm infernal, associada ao meu aniversário, que é algo de que nunca sei se gosto ou não. Então, decidi que queria beber, combinei com a Lu de ir pra Quinta&Breja por que a grana estava curta, comprei vodka e pronto. Fui pra USP. Aí a chuva acabou com a possibilidade de ir pra Quinta&Breja, claro. Eu desde cedo perguntando o que íamos fazer por que não tava afim de ficar na letras até tarde pra nada. Todo mundo: "Não, nós vamos fazer alguma coisa sim" mas ninguém decidia nada. Não, ficaram jogando 'A Cidade Dorme' até onze e pouco da noite! Sim, eu até joguei algumas rodadas, mas já estava demonstrando insatisfação fazia tempo. E a Paloma tinha me pedido para usar o meu laptop quando subíssemos par ir embora, para cadastrar os chips da Oi que ela comprou e parece que só podia cadastrar até a meia noite. Na hora eu falei, "até pode, mas eu não quero ficar aqui esperando, a hora que subir, ou quero sair para algum lugar, ou vou pra casa". Frisei que não estava afim de enrolação zilhões de vezes. Onze e sei lá quanto subimos finalmente, a minha paciência já estourada há tempos, mas vamos lá né, não tive coragem de dizer que não podia usar o meu computador, depois o prazo não foi prorrogado (apesar de alguém ter ouvido no rádio que foi) e ela ficava sem a promoção... como eu disse, não sei dizer não. Eu o tempo todo demonstrando insatisfação, falei para as pessoas então, pelo menos decidirem para onde iríamos depois. Obviamente Murphy interferiu para que houvesse algum problema no cadastro e levamos quase 40 minutos nisso. 40 minutos! E ninguém nem decidiu o que fazer. Já tinha passado de 15 pra meia noite, as pessoas viram pra mim e falam: "Decide você, Babi!".

Decidi. Minha paciência já tinha estourado e não queria ver mais nenhuma daquelas pessoas na minha frente. Peguei minhas coisas e vim pra casa 'P' da vida, revoltada por estar em casa e não bebendo com os amigos, mas eu me conheço o bastante para saber que no estado de ódio em que me encontrava (agora estou escrevendo assim por que já diminuiu um bocado) não ia conseguir me divertir: ia achar tudo um saco, tudo o que as pessoas falassem ia me irritar e eu ia acabar perdendo algum dos poucos amigos que tenho. Isso se já não perdi, por que eles ficaram todos com cara de ofendidos quando eu disse que vinha embora.

As pessoas não entendem que quando eu faço isso, não é para o meu bem, é para o delas. Corria muito o risco de eu matar alguém e dizer que foi insanidade temporária causada pela TPM. Ainda corria o risco era do médico que fosse me examinar descobrir vários outros distúrbios psicológicos e me internar de uma vez.

Sério, eu aviso que estou de mau-humor e ainda vêm testar minha paciência? Morre!

quinta-feira, outubro 16, 2008

Você é uma mulher moderna e independente. Sabe se virar sozinha: troca lâmpada, pneu do carro, chuveiro, resolve sozinha quase qualquer problema no seu computador... precisando, até sabe usar uma furadeira para fixar alguma coisa na parede, só não tem uma...
Então um dia você sai da faculdade, passa no supermercado e faz as compras para o jantar. Já em casa, você precisa abrir o vidro do molho italiano cheio de frescuras que comprou para a sua massa, mas simplesmente não consegue. Já tentou segurar em todas as posições possíveis, usar diferentes panos para segurar e nada. Seu pai está dormindo e você já está pensando em trocar de roupa e pedir que o porteiro abra para você, sentindo-se totalmente incapaz, quando de repente você ouve o barulho da água fervendo na panela na qual você ia cozinhar a massa. Só resta agradecer pela dilatação diferenciada dos materiais.

Dr. House: I like you better now that you're dying.
Thirteen: I was wrong.
Dr. House: You took a shot.
Thirteen: She's going back to work fot that idiot. It's pathetic.
Sr. House: You thought something would change?
Thisteen: She almost died. Because of that job. Yeah... I I I thought...
Dr. House: Almost dying changes nothing. Dying changes everything.

Ele sempre acerta.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Hoje na hora do almoço eu estava com muito frio e acabei me deitando e me escondendo debaixo das cobertas. Liguei a TV e estava passando Lado a Lado com a Susan Sarandon e a Julia Roberts. Esses filmes de pessoas doentes sempre me fazem pensar que deve haver algo de muito errado comigo.
Nos filmes as pessoas descobrem um novo sentido para suas vidas, passam a aproveitá-las muito mais, redescobrem a sua fé e coisas do gênero. Eu não. Não mudou nada em mim. Pelo menos nada significativo.
Eu lembro que quando tive a minha primeira pneumonia e não estava respondendo aos antibióticos e a médica veio pedir minha autorização para fazer exame de HIV quando eu tentava pensar no que fazer se o exame desse positivo, por mais absurda que essa hipótese me parecesse, era estar novamente num quarto de hospital, com alguém me dando mais injeções. Eu tenho pavor, pânico de agulhas. Por isso não tenho piercings e tatuagens. Como ninguém apareceu para me dar o resultado do exame, eu obviamente já pensei que devia ter dado positivo e estava refazendo para confirmar o resultado. Nesse ponto, meu pensamento já era, 'o AZT pelo menos é via oral, né?' Vários dias depois, numa conversa sobre o curso de tratamento da minha pneumonia ela mencionou alguma coisa sobre eu ser 'jovem, sadia, HIV-negativa...'
Tudo bem, não era nada, só uma pneumonia que murchou metade do meu pulmão esquerdo, mas pouco mais de uma semana depois me deixaram voltar pra casa.
Seis meses depois, quando descobri que o pulmão não tinha voltado ao normal, e que a causa de tudo era um tumor, aí sim eu pirei. Ou melhor, antes mesmo da broncoscopia localizar o tumor, só do médico falar que provavelmente era um tumor eu já estava enlouquecendo. E mais uma vez, o problema não é que eu podia ter câncer, o meu pensamento já estava na quimioterapia, que geralmente é endovenosa, e como a medicação é muito forte vai enrijecendo as veias e vai ficando cada vez mais difícil pegar uma veia, aí tem que pegar as de calibre maior, que exigem agulhas ainda maiores... Não!!!! Agulhas, não!!!
O tumor estava lá, mas não deu pra fazer biópsia, por que sangrou demais e o sangue ainda ficou preso no pulmão e me causou um abcesso pulmonar. Um mês internada tomando antibiótico endovenoso. Olha, nos dias em que não tinha que trocar o acesso venoso nem colher sangue para algum exame, eu nem ligava tanto para o tumor e para a notícia de que pelo menos metade do meu pulmão esquerdo teria que ser retirada junto com ele. O que me incomodava era o tédio, a falta do que fazer...
Na época da cirurgia, uma coisa que eu acho que nem comentei com muita gente, é que o médico estava receoso de que, por causa da localização do tumor, tivesse que abrir o pericárdio, e isso aumentaria muito o risco da cirurgia. Mais uma vez, meu medo eram as agulhadas e não o resultado de alguma eventual complicação. Mentira, o meu maior pesadelo era acordar entubada e retirarem aquele tubo comigo acordada igual nas cenas de filmes e seriados... Era isso que me mantinha acordada à noite.
Correu tudo bem e cá estou eu, com um pulmão à menos, mas se não fosse a cicatriz entre minhas costelas, eu poderia até esquecer disso. Na verdade a falta de pulmão só serve para me permitir pedir para as pessoas fumarem longe de mim, abanar a fumaça do cigarro sem constrangimento. Na minha turma de amigos, fazemos até piada com isso. "A intensidade da fala está relacionada ao volume dos pulmões... ah, então é por isso que a Babi fala tão baixo!"
E o tumor era maligno, baixo grau de malignidade, mas tinha metástase no linfonodo do hilo pulmonar (se não me engano). Não era câncer, não tive que fazer quimio nem radio, nem nada. Retiraram tudo e pronto. Claro, sempre existe a possibilidade de que volte. Mas eu só lembro disso quando vejo alguma coisa sobre tumores, câncers, filmes de doentes terminais...
Enfim, o ponto é que eu sobrevivi e isso não mudou a minha vida. Eu não vejo o mundo de uma maneira diferente da que eu via antes. Não aproveito mais, nem vivo de maneira mais intensa. Nada disso.
Até meu pai, que adora dizer que é ateu, quis rezar para que desse tudo certo, para que eu me curasse. Eu? Em momento algum tive qualquer ímpeto nesse sentido. Há muito tempo eu me considero agnóstica, mas sempre achei que em algum momento de crise, iria querer barganhar com Deus, e isso não aconteceu. Se isso tudo mudou alguma coisa em mim, foi isso, me fez ver que eu não acredito mesmo. Se algum dia eu acreditei de verdade, essa chama já tinha se apagado há tanto tempo que não restava mais nem uma brasa que pudesse reinflamar.

domingo, outubro 05, 2008

Cada vez mais eu sou consumida pela música. Adoro descobrir novas bandas, adoro ouvir música, adoro ler sobre música.
Acho que já escrevi sobre isso aqui, mas não deixo de me surpreender com isso. Até uns anos atrás, música para mim era meramente trilha sonora, algo que estava lá enquanto eu fazia alguma outra coisa. Acho que foi quando eu mudei pra cá que isso realmente mudou. De repente eu passei a precisar de música para viver.
O estranho, e na verdade triste, é que a música ocupou parte do espaço do cinema na minha vida. Desde que vim para cá eu parei de ir ao cinema. Assim, fui a vários noitões e tal, mas em 2005 por exemplo, eu fui ao cinema mais de 80 vezes. Apesar de aqui haver muito mais opções, devo ir no máximo umas 20 vezes num ano...

quinta-feira, outubro 02, 2008

A vinda inteira me taxaram de nerd. Nunca precisei nem abrir a boca no colégio, nem fazer prova, olhavam para a minha cara e já rotulavam. Na adolescência isso me incomodou muito. Depois eu abracei o rótulo e assumi o meu nerd pride mesmo. Apesar de gostar mais de geek que nerd. Geek é mais bonitinho, mas usar a palavra geek já denota alguma geekness. Já me assustei muito ao dizer geek e não ser compreendida. Tudo isso para ontem, enquanto combinava com uma amiga de dar uma olhada no computador dela e discutia emulação de cds protegidos contra cópia, ouvir "Ah, mas a Babi não tem cara de nerd"!

Oh, Lord! What shall I call myself now?

Será que tá na hora de arrumar um novo rótulo? hehehe Sempre existe também a possibilidade de comprar óculos com lentes de vidro, só pra aparentar um pouco a minha nerdice...

(Se alguém porventura não sacou devido à falta de elementos extra-lingüísticos, isso foi uma ironia.)

sábado, setembro 27, 2008

Mesmo não usando, até a Dé tem um Twitter. Resolvi dar uma chance pro brinquedo.

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Estava pensando nos momentos que tornariam a história da minha vida um filme pastelão, quando contada. Há algumas cenas memoráveis. Mesmo.
Acho que o segundo ano do ensino médio foi deveras marcante para as desilusões "amorosas". Teve tipo o cara que eu fiquei nas férias (pasmem, na praia), insistiu até para que eu ao invés de ir pra Diamantina com minha família no carnaval, viajasse com a turma de amigos para outro lugar, por que se eu não fosse ele nem ia. Ele não era de BH e eu acabei indo encontrar com ele. Cheguei lá, ele não quis saber de mim e ficou com a prima da dona da casa.
Depois, pouco antes da semana santa, encontrei um ex-aluno do colégio que ia ser educador em Itaici e ficamos. Foi no meio da semana. Sexta ele me ligou chamando pra sair, eu já tinha combinado outro programa com minhas amigas e não fui. Segunda, reunião de preparação para Itaici (o mocinho só iria na reunião de 4ª), uma menina que eu mal conhecia e que não sabia que eu tinha ficado com o mocinho vem me perguntar se eu sabia se ele ia nas reuniões de preparação, por que ele tinha ficado com a amiga dela na sexta. Fomos todos para Itaici passar a semana santa: eu, o moço, a menina (que depois veio a ser namorada do moço, mas isso não vem ao caso) e a amiga da menina. Agradabilíssimo.
Ainda teve um outro carinha, que eu fiquei acho que na festa junina do grêmio, no último dia de aula do primeiro semestre. Saímos o mês de julho todo, várias vezes por semana e tal, tudo bonitinho e meiguinho. Uma amiga que no mesmo dia começou a namorar um dos amigos dele me contou que ele tava afim de mim tinha muito tempo e nem lembro mais o que. Saímos um dia e estava tudo certo. Uns dois dias depois eu estava no Diamond com a minha amiga, o namorado dela e mais alguns caras da turma do namorado e do mocinho. O mocinho tava no shopping, passou na mesa, cumprimetou a todas as pessoas menos a mim. Todo mundo ficou olhando com cara de susto, de "O que foi isso?" e até hoje eu não sei o que aconteceu. Looser.
Foi também no segundo ano que eu conheci a Dé (na fatídica reunião de preparação para Itaicí) e começamos a conversar por que decorávamos trechos de peças de Shakespeare em inglês. Como isso não era geek o suficiente, nós recitávamos o prólogo de Romeu e Julieta em inglês a toda hora, quisessem as pessoas ouvir ou não. Sério, se fosse um teen movie, seríamos do clube do audio-visual. MUITO looser.
Já na faculdade, não dá pra deixar de fora a tapirídio, que deve ter sido minha "arquiinimiga" na faculdade, antes de desistir da biologia. Ela era do tipo que falava mal de mim no laboratório onde fazíamos estágio, inventou e espalhou que eu fiz provas para uma amiga e até ao cúmulo de esbarrar em mim e jogar suas coisas no chão pra dizer que eu a tinha empurrado ela chegou. Uó.
Mas a faculdade teve muito mais: eu e o Armando indo pra aula de Biofísica (tão uó, que dos nossos amigos, só nós semestre certo), eu torci o pé sei lá como e caí no chão, mas sabe aquele cair para a frente, deitada, de cara no chão? Meus livros todos voaram e se espalharam pelo chão. Eu tenho que dizer que apesar de achar que nunca cheguei a ser afim dele (já faz tempo, não tenho mais certeza), o Armando era o único cara gatinho da minha sala. E eu caí de cara no chão na frente dele. Uma semana depois, no dia dessa mesma aula, estávamos decendo uma escada correndo, eu de sandálias de plataformas enormes, a sandália arrebentou, eu me desequilibrei, caí de joelhos e assim desci um lance de escada. Sério, na época ele deve ter achado que eu tinha algum problema de equilíbrio. As cenas só não foram mais cinematográficas por que só ele viu. Num filme, isso teria acontecido na frente de toda a faculdade e todo mundo ia rir da minha cara e eu sempre seria a menina que caiu da escada.
Minhas brigas com o Kiko também eram fantásticas, tanto por que elas tinham motivos absurdos, tipo um cara falou do personagem de Diablo dele e eu, que nunca nem joguei Diablo, não dei bola. Ele depois criou o maior caso, por que eu tinha depreciado ele. E teve a vez que eu saí da chácara da minha amiga, puta com ele, ele veio atrás me seguindo, chutou um portão e trincou um dedo do pé. Pelo menos nessa o pastelão foi com ele.
As cenas de porre eu nem conto, por que, se eu não lembro, eu não fiz. Mas envolvendo álcool, tem a vez que a Lori tava soluçando no Tudão e foi tentar curar bebendo cerveja. O Tuba pra fazer graça foi virando o copo, ela não deu conta de beber e cuspiu a cerveja. E estava bem na frente dela. Foi surreal. De verdade.
Se eu for contar tudo, esse post não acaba nunca, mas em Berlim teve uma bem pastelão também. Eu à noite no metrô pra voltar para casa. Tinha pouca gente na estação, mas não estava deserta. E estava sentada num banco esperando o metrô passar, um cara muito estranho senta no banco na outra ponta e vai se aproximando até ficar perto demais, desconfortável. Levantei e fui sentar noutro banco. Pouco depois veio o cara e fez a mesma coisa. Eu já estava sem saber o que fazer, com medo, quando chegou o trem no sentido que eu precisava. Levantei logo e fui pro trem, com medo do cara vir atrás. De repente, sinto um tapa na bunda. Um tapa na bunda!!!! Eu quis munto gritar e xingar e bater, mas só vinham coisas em português à minha mente e o cara tinha cara de louco. Entrei correndo no trem e dei graças a deus de o cara não ter entrado atrás de mim.

terça-feira, setembro 09, 2008

Eu peguei tudo o que estava sentindo, tudo o que aconteceu e transformei numa história. Não de como as coisas foram, mas de como devia ter sido num filme. Há muito tempo eu não conseguia escrever nada, e provavelmente nem ficou bom. Ainda não reli, nem revisei. Mas escrever acalmou as coisas dentro de mim. Estou mais leve e menos sufocada hoje. Não é que não há mais nada que eu precise dizer, nem que eu não precise mais de explicações, mas o meu grande problema é a minha própria mente. Ela cria os monstros e demônios que me assombram. Escrever colocou os pensamentos em ordem e espantou alguns dos demônios e mostrou que outros pareciam grandes, mas era só efeito da pouca iluminação.

domingo, setembro 07, 2008

Nos últimos dias meu humor tem alterado entre estados de profunda tristeza e estados de um tremendo ódio. Há também momentos em que não sinto nada de mais, mas estes, infelizmente são raros.


Mas eu preciso de uma explicação, por que nada disso faz sentido na minha cabeça.


E eu precisava muito de alguém com quem conversar, mas como sempre, estou sozinha.

quinta-feira, setembro 04, 2008

A cada dia que passa eu tenho mais certeza de que eu sou a Celine.


Celine: I was fine. Until I read your fucking book! It stirred shit up, you know. It reminded me how... genuinely romantic I was, how I had so much hope in things and... now it's like... I don't believe in anything that relates to love, I don't feel things for people anymore. In a way... I put all my romanticism into that one night and I was never able to feel all this again. Like... somehow this night took things away from me and... I expressed them to you and you took them with you! It made me feel cold, like if love wasn't for me!

Jesse: I... I don't believe that. I don't believe that.

Celine: You know what? Reality and love are almost contradictory for me. It's funny... Every single of my ex-es... they're now married! Man go out with me, we break up, and then they get married! And later they call me to thank me for teaching them what love is, and... that I taught them to care and respect women!

Jesse: I think I'm one of those guys.

Celine: You know, I want to kill them! Why didn't they ask me to marry them? I would have said "No", but at least they could have asked!!! But it's my fault, I know that it's my fault, because... I never felt it was the right man. Never! But what does it mean the right man? The love of your life? The concept is absurd, the idea that we can only be complete with another person is... EVIL! Right?

Jesse: Can I talk?

Celine: You know, I guess I've been heart broken too many times. And then I recovered.So now, you know, from the starts, I make no effort.

Mais estranha que a sua simpatia  © Blogger template por Emporium Digital 2008

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